Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
James Blackshaw
Albergue de curadoria atenta e carinhosa para os romeiros mais vitais do panorama guitarrístico solitário, com porta aberta a gente vinda de diferentes espaços e tempos como Nina Garcia, Bill Orcutt, Sir Richard Bishop, Gwenifer Raymonde ou Hayden Pedigo, a ZDB assume-se como casa para este regresso, mais que demorado, de James Blackshaw a Portugal. Nome celebrado do fingerpicking, Blackshaw apareceu faz mais de duas décadas em plena era da New Weird America, dos CDRs, dos encontros improptu e de uma existência peregrina que ia desencantando novas histórias à American Primitive de Fahey por via de nomes como Ben Chasny, Glenn Jones ou Jack Rose (DEP), revelando nesse momentum uma sensibilidade muito própria. Nascido em Londres, Blackshaw nunca procurou emular os grandes espaços da imensidão norte-americana nem a inspiração com a ragga, sintonizando o legado da Takoma com o minimalismo de Tony Conrad ou Steve Reich, música de câmara, e a composição europeia de Debussy ou Satie para a sua guitarra de 12 cordas.
Apesar do inegável virtuosismo intrínseco às muitas composições que tem vindo a revelar, Blackshaw nunca se deixa levar pelo pizzazz técnico, refugiando-se numa esfera sensitiva, plena de intuição e detalhe. Travessias minuciosas no tecido harmónico mas a palpitar de vida, num fluxo hipnótico que deixou vestígios abençoados em discos para editoras em alinhamento cósmico como a Digitalis, Tompkins Square, Young God ou Important. Em 2015, após a edição de 'Summoning Suns', disco luminoso de aceitação da sua voz e de verdadeiras canções inspiradas no songwriting e nos arranjos da folk/pop dos anos 60 e 70 - cordas, piano, pedal steel e aquela brisa - entrou num hiato de quase 10 anos quebrado em 2024 com 'Unraveling In Your Hands' e que tem continuação com 'Fractures On The Horizon' . Regresso também à sua esfera mais hipnótica, descartando a canção e os arranjos mais sumptuosos para assumir a guitarra como elemento primordial, com espaço para momentos mais droney para órgão e sopros, em longas digressões que quebram com a linearidade do tempo e se deixam levar, instintivamente, até à sua conclusão. Bem regressado seja.
BS
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Cavalo55
Cavalo55 é um cantor e compositor folk multi-instrumentista com uma forte influência americana e um som que tem sido comparado ao de artistas e contemporâneos como Kevin Morby, Lord Huron e Gregory Alan Isakov. Com as suas canções, muitas vezes interpretadas com um toque de melancolia e emoção à flor da pele, foi aclamado como tal pela revista Atwood Magazine (pelo single «Espresso Martini») - «Com a sua voz comovente e dolorida a ressoar num cenário que sobe e desce em ondas de emoção explosiva, Cavalo55 garante que sentimos a dor, a paixão, o cansaço, a saudade e tudo o mais que foi derramado do seu coração e alma nesta memória de quatro minutos e meio.»
Assim que teve oportunidade, embarcou em viagens à Austrália, Indonésia, Escócia e Estados Unidos. Lá, mergulhou profundamente no grande legado da música folk antiga, absorvendo o blues do Delta de Robert Johnson, a guitarra slide de Blind Willie Johnson e aprendendo a tocar banjo dos Apalaches. Logo após chegar a Lisboa, Portugal, começou imediatamente a tocar e a colaborar com inúmeros artistas locais, reforçando a sua reputação e composições no processo. Isso levou-o a lançar o seu EP de estreia, «Late Harvest», e o seu EP ao vivo, «Live Harvest», e as canções desses EPs foram selecionadas por sites como Folk Radio UK, Americana UK, Glide Magazine, GemsOnVHS, Bandcamp’s New and Notable, e incluídas em playlists editoriais como «Cena Indie», «Rock Português» e «New Music Friday Portugal» no Spotify, e «New in Singer-Songwriter» na Apple Music.
Desde que conquistou um lugar como artista de abertura de Myriam Gendron, tem partilhado o palco com membros da Mashed Potato Records, além de ter realizado os seus primeiros concertos no Reino Unido com uma série de apresentações em Londres.
Abertura de Portas
21:00
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